COLUNAS AQUAFLUX
Um clube de aquaristas? Por que não?

É praticamente um axioma: temos menos aquários do que gostaríamos, ou pior, do que necessitamos. Os motivos são vários e bem sabidos. Falta de espaço, falta de dinheiro, falta de tempo... Só não falta a vontade de possuí-los e, com isso, ter todas as montagens que desejamos. Além disso, há a questão, séria e quase sempre vital, do manejo responsável da flora e fauna de nossos tanques. Quantas vezes, não sofremos por não possuirmos um aquário de engorda, de quarentena, um hospital, um mudário, entre outras tantas necessidades?

Essa limitação tem vários efeitos sobre o próprio desenvolvimento do nosso hobby. Quantas pessoas não se decepcionaram porque seus aquários eram inadequados ou insuficientes para a manutenção da fauna pretendida? Pior, quantos animais não morreram por serem alojados nessas condições? Quanto investimento (econômico, de tempo e até emocional) não foi por água abaixo, simplesmente, porque não havia um aquário de quarentena e/ou hospital à disposição?

Para contornar esse quadro, uma opção viável seria a popularização de clubes de aquariofilia. Essas entidades, muito comuns fora do Brasil, permitem que o "hobista" possa ter a sua disposição, com um custo relativamente baixo, uma série de recursos que de outra forma seriam inacessíveis.

Não só isso, em um país onde os aquários públicos são poucos e quase sempre precários, os clubes cumprem o papel de introduzir o aquarismo às novas gerações. Na verdade, vão além dos aquários públicos, por permitirem que os associados possam participar do dia-a-dia da atividade aquarística. Garantem, assim, que as pessoas possam aprender na prática e com supervisão, como montar e manter um aquário de forma responsável e por conseguinte, bem sucedida.

Em um clube pode-se, também, levar o aquarismo a um nível de sofisticação que poucos podem reproduzir em casa. Tanques de grandes dimensões, com parâmetros rigorosamente controlados, com equipamentos de ponta e flora/fauna raras podem ser admirados e administrados por mais pessoas. Em outras palavras, o sonho de possuir aquela raríssima arraia amazônica ou um delicado cavalo-marinho pode se tornar uma realidade.

Obviamente, se fosse tão fácil montar um clube de aquarismo, eles já existiriam aos montes.

Quais seriam as exigências legais e técnicas necessárias? Quais os custos de um projeto desses? Seria sustentável? Essas e outras questões precisam ser muito bem estudadas... Quem sabe, possamos chegar a algumas respostas juntos? Afinal, nada melhor do que discutir uma coletividade em conjunto, não é?

Edvaldo Trajano

Autor: Edvaldo (30/12/2013)
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