Mas a história atual é outra. O esturjão-do-atlântico acaba de ser
acrescentado à lista de espécies em perigo nos EUA e sua pesca será
proibida por mais de uma década. A razão apontadas para o declínio são a
pesca comercial para produzir caviar, além das represas que bloqueiam a
movimentação da espécie para locais de desova, a baixa qualidade da
água e a pesca não intencional (quando pescadores acabam capturando o
esturjão ao tentar pescar outros peixes). A decisão americana será
publicada hoje pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados
Unidos (Noaa, na sigla em inglês) e passa a valer a partir de 6 de
abril. "Um peixe monstruoso, que nadou ao lado de dinossauros e depois sobreviveu à extinção em massa, nos traz a esperança de que, com a nossa proteção, irá sobreviver", comemorou Brad Sewell, ativista do NRDC.
O número de animais da espécie caiu drasticamente no último século. Nos Estados Unidos, os esturjões desapareceram de 14 dos rios que costumavam habitar. Além disso, o número de locais onde ocorre a desova caiu praticamente pela metade, de acordo com a Noaa. Para se ter uma ideia do estrago, no Rio Delaware, um dos habitats da espécie, hoje restam apenas 300 fêmeas adultas (de 180 mil existentes em 1890, apontou pesquisa da Noaa em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos).
Em função desse histórico, quatro tipos de esturjão-do-atlântico
foram listados pelo Noaa como espécies em perigo e um quinto considerado
já ameaçado.
Fonte: Terra da Gente